Mapa do furto: saiba onde seu veículo corre perigo em Ribeirão Preto

Reportagem: Cristiano Pavini

A cada cinco horas, um veículo “desapareceu” em Ribeirão Preto no ano passado. De dezembro a janeiro, foram registrados 1.695 furtos. Nove em cada dez crimes ocorreram em ruas, avenidas ou estacionamentos públicos.

O levantamento foi feito pelo Farolete com base em dados do Portal de Transparência da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Analisamos todos os registros de ocorrência disponibilizados pelo governo estadual, e localizamos 1.566 furtos de veículos estacionados em locais públicos.

Desse montante, identificamos 1.483 registros com o local, exato ou aproximado, do crime: rua, bairro e, até, coordenadas de latitude e longitude, inseridas pelo sistema de georreferenciamento da SSP.

Com isso, traçamos um perfil completo de onde seu veículo mais corre perigo. Produzimos infográficos, listas e, até, um mapa interativo com todos os crimes identificados, para você ficar atento quando estacionar.


Para receber as reportagens do Farolete em seu celular, entre em nosso grupo de WhatsApp. Ele está bloqueado para os participantes enviarem mensagens, então você receberá apenas o conteúdo que enviarmos – uma vez por mês, em média. Clique no ícone se quiser entrar:


Nossa análise revelou um empate entre as ruas campeãs: tanto a avenida Capitão Salomão quanto a Leão XIII tiveram 21 ocorrências no ano passado. Ou seja: em ambas, um veículo levado, em média, a cada 17 dias.

Na Capitão Salomão os furtos se concentraram na altura do Senai e do Morro São Bento (palco rotineiro de eventos). Já na Leão XIII os bandidos miraram os trechos próximos a Unaerp e no final da via (local com vários condomínios residenciais).

O top 7 de vias públicas mais visadas pelos criminosos ano passado inclui a Avenida Maria de Jesus Condeixa (15 furtos), Rua Bernardino de Campos (13),  Antônio Fernandes Figuerôa (13), Avenida Braz Olaia Costa (13) e Avenida Brasil (12).

A localização de cada furto está disponível a seguir, no mapa interativo. Também elaboramos uma tabela com consulta por nome de cada rua, está no final da reportagem.

Entre os bairros, o Campos Elíseos ganha disparado. Foram levados 171 veículos por criminosos em vias públicas no ano passado. Ou seja: um crime a cada dois dias.

Em seguida vem o Centro (114), Jardim Paulista (72), Ribeirânia (60), Vila Tibério (46), Vila Virgínia (43) e Jardim América (42).


Mapa interativo

Navegue, agora, no mapeamento dos 1.483 furtos que identificamos no ano passado. Mas antes, atenção:

– Foram listados apenas veículos estacionados em ruas, avenidas ou estacionamentos públicos. Não incluem crimes praticados em estabelecimentos privados ou dentro de residências.

O mapa lista os locais. Assim, se dois ou mais crimes foram praticamos exatamente no mesmo endereço, serão contabilizados em apenas um registro. Por exemplo: foram registrados 8 veículos furtados na Avenida Capitão Salomão, exatamente em frente ao número 1813. No mapa, apenas um deles aparecerá.

A visualização e interação fica melhor em computadores.

– Clique nas bolinhas para acessar os dados da ocorrência


Redução

Apesar de registrar um furto de veículos a cada cinco horas, 2019 foi o segundo ano com o menor número de ocorrências da década, atrás apenas de 2017.

Os dados são oficiais, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública.

A queda ocorre, principalmente, a partir de 2014, quando foi aprovada em São Paulo a Lei nº 15.276/14, conhecida como Lei de Desmonte, que endureceu as regras e fiscalizações nos locais de desmanche de veículos.



Consulta por rua

Quer saber quantos veículos estacionados na rua em que você trabalha, mora ou frequenta foram furtados em 2019? Consulte na tabela interativa abaixo. Você pode pesquisar pelo nome do endereço.



Como fizemos essa reportagem

Obtivemos os dados mensais de furtos de veículos registrados nas cidades da Delegacia Secccional de Ribeirão Preto no Portal de Transparência da SSP.

Agregamos os meses, filtramos apenas o município de Ribeirão Preto, excluímos os dados duplicados (pois um mesmo crime poderia originar mais de um boletim de ocorrência, como no caso da localização do veículo posteriormente) e consideramos apenas o boletim de ocorrência principal, descartando os complementares.

Para padronizar os nomes dos logradouros (por exemplo: a mesma rua poderia ser grafada como Capitão Salomão, Cap. Salomão, C. Salomão), utilizamos a ferramenta Open Refine.

Gostou?

Então compartilhe essa reportagem e ajude Farolete a crescer.



Curta nossa página no Facebook clicando AQUI e entre em nosso grupo de WhatsApp AQUI.